terça-feira, abril 11, 2006
Dois miúdos, dois miúdos....
Dois sorrisos de dois miúdos, algo desfocados de tanto contentamento,
porque miúdos,
podemos ser sempre. Aceleramos a imaginação em túneis nas nossas cabeças, já apresentámos aulas sobre movimentos paradoxais de Marte no céu terrestre face a um público boquiaberto.
Espetámo-nos contra Garrett.
As nossas cabeças nunca estão assentes sobre a terra, mesmo debaixo dela.
Ainda há tanto, tanto para fazer...
Life's a bumpy road
so make sure you have plenty of spare tires.
A mensagem do dia foi patrocinada pelo Post 100 (R) do Home dos Quins.
Adenda: é sem dúvida, o momento mais filosófico do dia para mim. Por favor, mantenham a calma e a compreensão.
domingo, abril 09, 2006
O Caçador de Momentos
Desta vez, eu disparei primeiro ;)
Em foco, o Caçador de Momentos (para breve, a versão desfocada). Com uma exposição de Momentos caçados, a não perder, no Era Uma Vez no Porto.
Quanto à foto, não me recordo do nome do local.... Salvaterra de.....? (Tremoçal de Abrunhos?) (João, ajuda-me nisto)
Adenda: post activado directamente da Biblioteca de Gaia.... a minha segunda casa :(
Este é um blog, acima de tudo
Depois de expressões como
"Entrou-me um cisco para o olho",
ou então
"Entrou-me um mosquito para o olho",
criadas por sabe-se lá quem, sabe-se lá onde, personagens que a história recordará injustamente como anónimas, tive o previlégio único de assistir - ao vivo, a cores e em Dolby Surround (only in selected theatres, como a cozinha da minha casa) - à criação da expressão
"Entrou-me sopa para o olho". Entrou-me sopa para o olho. Hum.
A expressão cuja autoria ficou a cargo do meu irmão, na passada Sexta Feira, foi arrancada a ferros do início do jantar. Ora bem, ora bem.
Isto vem revolucionar completamente o meu conceito de sopa. Na minha mente, a sopa deixou de ser 'apenas' aquele alimento vegetal-líquido. É, agora, também uma ameaça oftalmológica, pronta a saltar para os olhos dos mais incautos, um alimento vivo. Be afraid, be very afraid...
quarta-feira, abril 05, 2006
Interrompemos a Programação Actual (#4)
... para informar que foram apreendidos trabalhos fotográficos relacionados com o Gangue dos Rebites. As obras encontravam-se até hoje em exposição aberta ao grande público, e denominava-se "De Tanto Bater", um título para já considerado como "chocante e repulsivo, capaz de desencadear um ataque de gosma", em palavras do director demissionário da PJ, enquanto limpava a gosma com um lenço de renda.saber mais
Há já vários meses que a Polícia Judiciária procura os elementos deste perigoso grupo, denominado pelas autoridades como o Gangue dos Rebites, a que são atribuídos o rapto violento de vários rebites e parafusos levado a cabo no final do ano passado. A este crime adiciona-se o roubo de locomotivas, tentativa de furto da Ponte D. Maria Pia no Porto, e ainda crimes de burla e utilização de personagens de banda desenhada para fins ilícitos. Até ao momento as várias forças policiais seguem sem rumo nesta perseguição.
O conteúdo da exposição, com trabalhos fotográficos a preto e branco - "para que não se identifiquem as vítimas", explicou o agente Meireles - incluía apenas fotografias daqueles que se pensam ser os parafusos e rebites raptados no final do ano passado na região do Douro.
As imagens, que podem ferir os mais susceptíveis, incluem um reportório de fotografias de parafusos e rebites amordaçados, encapuçados e subjugados sob armas automáticas, e sem vestígios de óleo. Perante as imagens, o responsável da CP resumiu a sua declaração a "Huh?".A Comunidade Internacional reprovou imediatamente este tipo de mediatismo ligado ao terrorismo. "Não podemos permitir que terroristas sem escrúpulos divulguem assim o seu trabalho", disse um dos responsáveis pela acção internacional, acrescentando, "de qualquer forma, as fotografias apresentadas são de excelente qualidade gráfica e composição. Já o nome João Lopes Cardoso parece um péssimo nome fictício. Ao que parece, o Gangue dos Rebites não tem imaginação para nomes, ou pensa que somos estúpidos; Daniel Rodrigues, por exemplo, seria muito mais credível".
terça-feira, abril 04, 2006
À espera
e em pausa para inspiração. Em breve, interromperemos a programação actual, o que não será difícil. O repórter de serviço está no terreno. Notícias exclusivas e bombásticas na próxima edição.
Stay tuned!! (or stunned (?!), hummmmm....)
Stay tuned!! (or stunned (?!), hummmmm....)
terça-feira, março 28, 2006
Acordai
[A Árvore da Vida] Florença, Abril de 2003Creio que estas são palavras de uma força tremenda. Cantadas, estas palavras valem mil vezes mais e chegam mil vezes mais longe. Este blog está a ficar lamechas. Ou não. E digo mais: ou não.
Para breve, novos episódios de ausência de sanidade.
Acordai,
acordai
homens que dormis
a embalar a dor,
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
acordai
homens que dormis
a embalar a dor,
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai,
acordai
raios e tufões
que dormis no ar,
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
acordai
raios e tufões
que dormis no ar,
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai,
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais,
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais,
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
Fernando Lopes Graça
José Gomes Ferreira
José Gomes Ferreira
sábado, março 25, 2006
O silêncio dos inocentes
Sabemos, portanto, que o silêncio é dos inocentes. É-nos apresentado o silêncio como um valor ou posse, é-nos apresentado -
"olá, como está?"
- como um bem inestimável e fonte de segurança quando o silêncio é, ele próprio, em dias de tristeza, seio de insegurança e paz.
Mas devias saber [tu] que não sei [eu] quanto de silêncio tenho em mim.
Devias saber [tu] que quanto mais silêncio dou [eu] mais silêncio cresce em mim. Porque o silêncio não é nada mas por vezes tudo envolve.
E há momentos em que devias [tu] saber ler em mim [eu] que o silêncio é felicidade. E, noutros, é o oposto da felicidade, o que quer que isso seja. Seria a tristeza, acima dizia, mas corrijo agora e chamo-lhe o oposto da felicidade, o oposto do que não quero que seja o meu tempo de vida aqui, e pergunto-me sempre onde estás tu e porque te perdi, porque sem ti só vejo silêncio, porque tento dissociar-te dele, porque tento, assim, ver o silêncio como uma página em branco, em fundo branco,
um vazio,
repleto, repleto,
- "bem, muito obrigado".
quinta-feira, março 23, 2006
Supercalifragilisticexpialidocious
The biggest word I ever heard
And this is how it goes:
Oh, supercalifragilisticexpialidocious!
Even though the sound of it
Is something quite atrocious,
If you say it loud enough
You'll always sound precocious
Supercalifragilisticexpialidocious!
Julie Andrews, Mary Poppins, Walt Disney, 1964
terça-feira, março 21, 2006
A triste realidade
Afinal confirma-se. E, infelizmente, é meu dever revelar este tipo de fraude, para que sirva de exemplo a outros. Unamo-nos todos:
NÃO À FRAUDE NOS BLOGS!!!
O processo utilizado não foram cabos, ao contrário do que todos pensavam (ver imagem original) - foi um método com um orçamento significativamente mais diminuto. Um método que tem muito de perturbador. Um método que ultrapassa todos os métodos utilizados anteriormente pelo pior dos salafrários...
E esta utilização abusiva de dois indivíduos de classe operária deve ser banida. Mesmo as árvores e a neve, sim, são falsas, evidentemente.
Daniel, nada disto era preciso... ainda vais a tempo de mudar. Existem centros de tratamento. Os teus amigos apoiam-te...
NÃO À FRAUDE NOS BLOGS!!!
O processo utilizado não foram cabos, ao contrário do que todos pensavam (ver imagem original) - foi um método com um orçamento significativamente mais diminuto. Um método que tem muito de perturbador. Um método que ultrapassa todos os métodos utilizados anteriormente pelo pior dos salafrários...
E esta utilização abusiva de dois indivíduos de classe operária deve ser banida. Mesmo as árvores e a neve, sim, são falsas, evidentemente.
Daniel, nada disto era preciso... ainda vais a tempo de mudar. Existem centros de tratamento. Os teus amigos apoiam-te...
segunda-feira, março 20, 2006
The lost places of the heart
sábado, março 18, 2006
Tempos de mudança
quinta-feira, março 16, 2006
Reflexos
"Pluff!". Ai, que me entrou uma pinga para o olho!
Sim, é assim que os habitantes do hemisfério sul vêem o mundo.Eu sei, porque já estive lá.
segunda-feira, março 13, 2006
Ora sobre caminhos e mau tempo
Alguém disse uma vez que, quando há obstáculos, o caminho mais curto entre dois pontos pode ser uma curva. Não me recordo do autor destas palavras, porém colocarei neste blog sem rumo a resposta, a curto prazo. Claro está que tudo isto deixa de fazer sentido quando temos um buldozer. Aí podemos criar nós próprios a linha recta sem demora e sem hesitações. Mas é uma expressão que tem muito mais do que simples matemática convertida à filosofia; ademais, nem todos podemos adquirir um buldozer.
Quando está mau tempo, tudo se complica. Ficam os olhos mais encharcados do que em tempos de luz e nuvens brancas em pano azul. Os obstáculos são mais difíceis de ver, e o desafio de caminhar as linhas curvas atinge proporções acima do quotidiano, com largas passadas a alternarem com passos pequenos e poças de água sem reflexos e sem fundo. É preciso caminhar com outra clarividência, quando esta se torna mais complicada de aterrar; as linhas rectas são benvindas, nestas alturas, sem postes pela frente.
A distância mais curta entre dois pontos é uma linha. Os buldozers compram-se,
as linhas,
desenham-se.
sexta-feira, março 10, 2006
Há (Vida) Luz ao Fundo do Túnel
Funicular dos Guindais, Fev 2006A expressão "Há Luz ao Fundo do Túnel" é mais uma das intermináveis expressões que se usam por tudo e por nada. Porque não 'Há Ranheta ao Fundo do Túnel' ou 'Há Porquinhos da Índia ao Fundo do Túnel'? Tinha muitas outras alternativas mais originais - ou estapafúrdias, depende do ponto de vista - em mente para poder, pelo menos, variar um bocado. Quando nos cansássemos de dizer "Há Luz ao Fundo do Túnel", podíamos sempre dizer um 'Há - uma treta qualquer - ao Fundo do Túnel'.
Quem criou esta expressão nunca passeou evidentemente até ao fim de um qualquer túnel. Porventura nunca sequer vislumbrou um túnel, quanto mais o fundo do dito cujo. Dizer "Há Luz" é fácil; mais difícil é ver para além da luz. Se soubéssemos o que nos espera no fim do túnel, não andávamos a especular como uma criança impaciente, à espera de abrir um presente para saber se o conteúdo corresponde ao que pediu.
Honra
terça-feira, março 07, 2006
Walk the Line
Uma vez mais, o Home dos Quins em actividade. Desta feita, on the edge.
Foi num dia, à tarde, que caminhámos por bairros de gentes muito modestas; cruzámos locais que o tempo vai esquecendo a um ritmo melancólico, lento, lento. Confiámos no metal e desconfiámos do orgânico. A memória das pessoas que outrora viajaram por esta linha tem já rugas e foi-se esvaziando como a solidez das madeiras e plataformas. Já não há restos de vapor por ali. Já não se ouvem os gritos de espanto e surpresa de tantos que, pela primeira vez, atravessaram o Douro em máquinas de sonho, embriagados pela paisagem de verde, azul e Douro. São hoje outros os panos de fundo, os da paisagem e os do espírito.
Este abraço, metálico, entre duas cidades de longa história, mantém-se firme; a ser perene, tal dependerá apenas da vontade dos homens.
E foi bom, foi muito bom ter estado lá.
domingo, março 05, 2006
Men in Red
Pocinho, 26 Dez 2005Ao contrário do que se possa imaginar, não só há 'A Mulher de Vermelho', mas existe também 'Os Dois Homens de Vermelho'. (eu cá prefiro a versão da mulher :P)
Poderia ser este um blog de daltónicos?
Adenda: apesar de no fundo da voto se vislumbrarem sacos de cimento da Cimpor, em (quase) nenhuma circusntância deverá o leitor remeter o raciocínio para a questão da co-incineração. Estes não são resíduos que se possam tratar dessa forma... (:
Poderia ser este um blog de daltónicos?
Adenda: apesar de no fundo da voto se vislumbrarem sacos de cimento da Cimpor, em (quase) nenhuma circusntância deverá o leitor remeter o raciocínio para a questão da co-incineração. Estes não são resíduos que se possam tratar dessa forma... (:
quinta-feira, março 02, 2006
Memórias de um futuro muito recente
É urgente preservar boas memórias de tudo.
Eu nunca me esqueço.
[--------------//----------------]
Que coisa é esta de que me falam?
Afinal, que coisa é esta de que me falam de futuro, de luta, de esforço e de futuro outra vez, de que me falam, que me falavam, que me falariam não fosse já esta voz que grita,
grita ao meu ouvido,
não por fora, por dentro?
Eu nunca me esqueço.
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Que coisa é esta de que me falam?
Afinal, que coisa é esta de que me falam de futuro, de luta, de esforço e de futuro outra vez, de que me falam, que me falavam, que me falariam não fosse já esta voz que grita,
grita ao meu ouvido,
não por fora, por dentro?
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