quinta-feira, junho 22, 2006

"Your mission is a failure". Ou não.

Acabou. Resume-se a isto, acabou, e tenho fins de semanas.
Mas não correu como eu queria, não consigo deixar de me sentir desiludido. Vem-me à cabeça a frase do Command&Conquer "Your mission is a failure".

É um exame que é sempre um desconhecido. A batalha acabou, mas eu nunca desisti.

É o último post sem fotografias, e dedicado a este tema.
Um grande Abraço e Grazie a todos os que me apoiaram. Makes a huge difference.
gpm, 22-Jun-2006.

Abort, Retry, Fail?

Adenda:
Operation Dumbo Drop
é o nome desta missão que já vem há 8 meses; uma grande operação militar 'eu vs. exame' :)
O nome vem do filme de Simon Wincer, de 1995. Neste caso deve-se ao facto de eu ter estudado por um livro "tamanho mamute". No fim, I'll drop it. E pronto, Operation Dumbo Drop.

terça-feira, junho 20, 2006

Let us rock

Let us rock.
1500 hours GMT, I would'nt miss it for the world.
It's time for Operation Dumbo Drop.

domingo, junho 18, 2006

Trying to stay fit

- Que preferias: ganhar um milhão ou levar com uma toupeira morta na boca, enquanto estás a dormir?
- Hum... o dinheiro.

- Bem, é pena, porque não ganhaste um milhão.



- É o tipo de pergunta hipotética que pode deixar-nos acordados durante toda a noite.

Scott Adams, Dilbert - Ganhe tempo adiando reuniões com imbecis, 1997

quarta-feira, junho 07, 2006

A comunicação não se perdeu definitivamente*

Medelim, Beira Baixa, 2005

* apenas tem menos fios, mas o mesmo espírito.

Lamenta-se a ausência, determinada por circunstâncias tão especiais cuja aura eu próprio já não consigo entender completamente. Não se trata apenas da ausência deste conjunto abstracto de linhas a que chamo blog por necessidade, mas também da minha ausência noutros pontos de verdadeira arte da fotografia, das letras e do engenho.

Mas, tem de ser.
Vou tentar contrariar o 'tem de ser' ao máximo, mas tem de existir esta dualidade.

Para breve (?!), novos momentos de ausência (de sanidade mental). Interromperei a programação actual - o que deve ser fácil, visto não haver nenhuma - daqui a uns bons dias. A ver vamos se nessa altura os meus circuitos não estão muito interrompidos/corrompidos/entupidos.
Cheerio.

quarta-feira, maio 31, 2006

Não quero perder a comunicação

Pocinho, Dezembro 2005

Não quero perder a comunicação com o mundo que me rodeia. Cada vez mais a densidade de posts é menor. Cada vez menos há algo de mais a dizer. Mas, daqui até lá - o Lá - não quero nem vou cortar canais de comunicação. Vou é estar um bocado mais ausente e alheado de tudo.

Claro é que não estarei alheado o suficiente da realidade para deixar de escutar o ministro António Costa a dizer, em directo, sobre a missão dos GOE e da GNR em Timor, o "voo aéreo". É bom saber que alguém está ciente da dificuldade deste tipo de missões. O facto de envolver um 'voo aéreo' põe dificuldades que só muito treino permite ultrapassar, e envolve uma capacidade organizativa acima da média. É muito ar dentro daquela cabeça para permitir voos lá dentro....

(perdoem-me o tema fácil e estúpido, mas a falta de temas na minha cabeça impões soluções de recurso... é um caso diferente, a minha cabeça já está tão cheia que nem tem espaço para ar...)

quinta-feira, maio 25, 2006

I can't see

Medelim, Beira Baixa, 2005

... beyond the horizon. Does this mean I lack perspective?

I know the landscape, though; everyday I perform my attempt to learn to know it better and better; I hope the landscape will accept me. It is not my wish to fight the landscape to reach the horizon: the latter must become my most dedicate ally, and so I will make myself its most wonderful passenger.

You see, the landscape can't be reached. You see, chap? The concept of landscape is abstract.
To touch it one must become the absctract. Dream, dream, dream. Then, you'll reach it, you'll see,
you
will see.

segunda-feira, maio 22, 2006

Torsade des pointes

Torsade des pointes

Aqui está, Daniel. Este post é para ti, e para os demais leitores deste blog ininterruptamente e inflexivelmente informativo.

O Torsade des pointes é uma taquiarritmia ventricular de complexos QRS polimórficos associada a um intervalo QT longo (que geralmente precede o traçado electrocardiográfico acima). O registo assemelha-se a uma oscilação em torno da linha de base, daí o nome.

Tenho dito.
Abraço!

domingo, maio 21, 2006

Dá-me a tua mão


I see me with you and all the things you do
Keep turning round and round in my mind
Forget the weather we should always be together
And any other thought is unkind

To have you with me I would swim the sevens seas
To have you as my guide and my light

Sting and Annie Lennox, We'll Be Together

sábado, maio 20, 2006

The clock is ticking...

MoMA, NYC, Nov 2005

... e já só falta um mês. Um mês. Não deixa de ser uma data simbólica, mas, de facto, falta apenas um mês, um doze avos de um ano, aproximadamente, 30 dias para os amigos, e mais uns trocos de umas horas. Pois é, pois é.

(...) entretanto, num pequeno país no bairro ocidental da Europa, numa estação de rádio conceituada que começa por T, acaba em F e tem um S pelo meio, interrompe-se um discurso da Manuela Ferreira Leite para "irmos até ao estádio da Luz". Sim senhor, que belo país. E penso eu, falta um mês.

quinta-feira, maio 18, 2006

Run(a)way

Madrid, Out 2005

gpm on taxiing position on runway L-five-right.

gpm, after take off climb to five thousand feet, turn left heading 2-6-0 and contact flight control on one one decimal three.
gpm on runway L-five-right, wind's calm, cleared for take off. gpm goodnight.

terça-feira, maio 16, 2006

Fishing (ou mas que raio é isto?)

Ribeira do Porto, 2006

Aqui está.
O momento chegou, o momento em que me perguntei pela centésima-quinta vez "mas que raio é que estou para aqui a fazer??!"
Ao fim destes últimos divertidos meses, chego finalmente à conclusão de que tomei a opção com mais trabalho. De início as opções eram
1) estudar e tornar a vida uma coisa ainda mais surreal;
2) dedicar-me à pesca.
E é isto. No fim de exaustivas análises de índole estatística, cheguei à conclusão de que este é o caminho com mais trabalho. É mais fácil pescar com uma cana de pesca. Apesar de ainda não ter tentado pescar com livros, a minha avaliação indica que este não é um bom método, e vem apoiar o facto de não existir qualquer descrição na História de tentativas de pesca com o Harrison's. Nunca na Natureza um ser vivo tentou obter alimento assim, o que prova que é um método francamente estúpido. Admito que estava enganado, e, se me queria dedicar à pesca, o outro método era o melhor.

O outro lado do "Senta-te aí"

Penamacor, Beira Baixa, Agosto 2005

domingo, maio 14, 2006

"Senta-te aí"

Penamacor, Beira Baixa, Agosto 2005

... visto de um outro ângulo (ver aqui o primeiro ângulo). Eu é que cheguei mais longe do que podia. Em poucos posts, plagiei a ideia principal de outros posts, noutros blogues, para construir o meu. No melhor de tudo isto, não tenho de pagar direitos de autor. A vida é, de facto bela. Simultaneamente, enquanto escrevo estas palavras, teclo no messenger com um dos autores do blog plagiado, e digo-lhe que vou publicar qualquer coisa.

E não se ignore o facto de o título deste post não ter qualquer nexo a não ser o próprio plágio. Plagiar é bom, meus amigos. Até a loucura total eu começo a plagiar...

Adenda: Imagine-se que Portugal tinha plagiado o bom desenvolvimento de outros países. Hem?

quinta-feira, maio 11, 2006

Row, row, row your boat

Rio Douro [visto da Ponte D. Maria Pia], Fev'06

Row, row, row your boat,
Gently down the stream.
Merrily, merrily, merrily, merrily,
Life is but a dream.

O Post Meia-Centena

Pocinho, Dezembro de 2005

Que mais há a dizer?

sábado, maio 06, 2006

Interrompemos a Programação Actual (#5)


... para informar da tão ansiada estreia da longa metragem MI:III: The train quest.
O filme, antecipado como um blockbuster de proporções nunca antes vistas, capaz de remeter o congénere Titanic da categoria "filme de nojenta qualidade e de estupidez notável altamente premiado" para "filme de nojenta qualidade e de estupidez notável altamente premiado mas nem tanto", estreou hoje e conta com a participações dos actores Pedro e Inês, anteriores galardoados com o prémio CP. Nesse ano de vitória, convém relembrar, a CP atribuiu este prémio máximo aos dois actores, para os retirar nos minutos imediatamente seguintes numa operação de "contenção da despesa". Os galardoados tiveram ainda de pagar do bolso deles uma pequena quantia para ajuda de custo.

Mencionada em publicações de referência como o blog Novocaine, onde se pode ler
"A verdadeira missão impossível, a das séries, continua hoje na busca impossível por locomotivas quase desconhecidas.", a longa metragem de 96horas (cerca de 4 dias) conta a história da missão quase impossível de descobrir uma locomotiva a vapor da CP em bom estado de conservação.

Os responsáveis da CP, quando entrevistados sobre a rodagem deste filme, limitaram-se a negar e a classificar tudo como uma história fictícia. "Encontrar uma locomotiva a vapor da CP em bom estado de conservação é como encontrar o Benfica sem dívidas; por outras palavras, não é minimamente credível e é totalmente fictício. Que bela imaginação, nesse guião!" Mais à frente na entrevista, o responsável pela imprensa da CP ainda acrescentou "essas locomotivas antigas servem para canteiros de flores, como todos sabemos. Vêem flores nesse filme? Claro que não!".

Já dos actores participantes, Pedro desvalorizou: "a CP mais uma vez usa o mesmo discurso para poupar em novos. Eu ando pouco de comboio, mas sei que este filme poderia basear-se numa história verídica."

domingo, abril 30, 2006

Memória 2 (mas não segunda)

Suiça e França, 2005. [Genebra, Genebra, St. Genis, CERN]

Memórias de outros tempos, bem passados. Memórias de amigos, de aulas de esqui e despistagens, memórias de aceleradores de partículas, de caminhos na neve, memórias de uma cidade com a identidade de não ter identidade, memórias de passeios pelas montanhas, memórias de memórias.
Memórias de ter memória.

quinta-feira, abril 27, 2006

Memória

NYC, Downtown Manhattan, Nov 2005

"Em Nova Iorque, diz White, encontram-se três tipos de pessoas: em primeiro lugar, as que lá nasceram e aceitam como natural e inevitável a dimensão, a turbulência, as luzes, o ruído e as pessoas - Nova Iorque é a única cidade em que se corre o risco de ser atropelado, propositadamente, por um peão, dizia Russel Baker, colunista do New York Times (...). Em segundo lugar, aqueles que todas as manhãs viajam dos subúrbios para trabalhar em Manhattan, uma praga de gafanhotos que a ilha engole de manhã para logo os regurgitar à noite. Eu pertencia ao terceiro grupo, aqueles que vêm de longe, à procura de alguma coisa, impelidos apenas pela certeza de que Nova Iorque é a cidade do destino final."

João Lobo Antunes, Memória de Nova Iorque e outros ensaios, 2002


Adenda: este post interrompe uma série de dois posts com comboios. Não pretendo roubar o protagonismo ao verdadeiro especialista, que, por falar nele, deve ter novos posts a publicar...

terça-feira, abril 25, 2006

25 de 74

Final do APBRF Meeting, Régua-Porto, Setembro de 2005

Vinte e cinco de setenta e quatro. Vinte e cinco de dois mil e seis.
O futuro deste território onde vivem mais de mil histórias e muito para cima de mil almas viaja, viaja sem parar. É uma criança num comboio, embalada pelo movimento, de atenção volátil, de coração que se distrai pelo jogo de luzes e sombras que as janelas, presentes em redor, deixam transparecer, em reflexos no tecto, nos olhos, nos outros. A criança do doce olhar e de heróica origem, reza a história, viaja num comboio. O futuro viaja num comboio.

Sentada no chão, a criança não sabe em que linha se encontra e que rumo segue; não tem de saber, é uma criança. E não sabe qual é a estação terminal.

domingo, abril 23, 2006

Sem tema

O IC cruza a Ponte S. João [vista da Ponte D. Maria Pia], Fev'06

De passagem, de passagem.