quarta-feira, junho 07, 2006
A comunicação não se perdeu definitivamente*
* apenas tem menos fios, mas o mesmo espírito.
Lamenta-se a ausência, determinada por circunstâncias tão especiais cuja aura eu próprio já não consigo entender completamente. Não se trata apenas da ausência deste conjunto abstracto de linhas a que chamo blog por necessidade, mas também da minha ausência noutros pontos de verdadeira arte da fotografia, das letras e do engenho.
Mas, tem de ser.
Vou tentar contrariar o 'tem de ser' ao máximo, mas tem de existir esta dualidade.
Para breve (?!), novos momentos de ausência (de sanidade mental). Interromperei a programação actual - o que deve ser fácil, visto não haver nenhuma - daqui a uns bons dias. A ver vamos se nessa altura os meus circuitos não estão muito interrompidos/corrompidos/entupidos.
Cheerio.
quarta-feira, maio 31, 2006
Não quero perder a comunicação
Não quero perder a comunicação com o mundo que me rodeia. Cada vez mais a densidade de posts é menor. Cada vez menos há algo de mais a dizer. Mas, daqui até lá - o Lá - não quero nem vou cortar canais de comunicação. Vou é estar um bocado mais ausente e alheado de tudo.
Claro é que não estarei alheado o suficiente da realidade para deixar de escutar o ministro António Costa a dizer, em directo, sobre a missão dos GOE e da GNR em Timor, o "voo aéreo". É bom saber que alguém está ciente da dificuldade deste tipo de missões. O facto de envolver um 'voo aéreo' põe dificuldades que só muito treino permite ultrapassar, e envolve uma capacidade organizativa acima da média. É muito ar dentro daquela cabeça para permitir voos lá dentro....
(perdoem-me o tema fácil e estúpido, mas a falta de temas na minha cabeça impões soluções de recurso... é um caso diferente, a minha cabeça já está tão cheia que nem tem espaço para ar...)
quinta-feira, maio 25, 2006
I can't see
... beyond the horizon. Does this mean I lack perspective?
I know the landscape, though; everyday I perform my attempt to learn to know it better and better; I hope the landscape will accept me. It is not my wish to fight the landscape to reach the horizon: the latter must become my most dedicate ally, and so I will make myself its most wonderful passenger.
You see, the landscape can't be reached. You see, chap? The concept of landscape is abstract.
To touch it one must become the absctract. Dream, dream, dream. Then, you'll reach it, you'll see,
you
will see.
segunda-feira, maio 22, 2006
Torsade des pointes
Aqui está, Daniel. Este post é para ti, e para os demais leitores deste blog ininterruptamente e inflexivelmente informativo.
O Torsade des pointes é uma taquiarritmia ventricular de complexos QRS polimórficos associada a um intervalo QT longo (que geralmente precede o traçado electrocardiográfico acima). O registo assemelha-se a uma oscilação em torno da linha de base, daí o nome.
Tenho dito.
Abraço!
domingo, maio 21, 2006
Dá-me a tua mão
sábado, maio 20, 2006
The clock is ticking...
... e já só falta um mês. Um mês. Não deixa de ser uma data simbólica, mas, de facto, falta apenas um mês, um doze avos de um ano, aproximadamente, 30 dias para os amigos, e mais uns trocos de umas horas. Pois é, pois é.
(...) entretanto, num pequeno país no bairro ocidental da Europa, numa estação de rádio conceituada que começa por T, acaba em F e tem um S pelo meio, interrompe-se um discurso da Manuela Ferreira Leite para "irmos até ao estádio da Luz". Sim senhor, que belo país. E penso eu, falta um mês.
quinta-feira, maio 18, 2006
Run(a)way
gpm on taxiing position on runway L-five-right.
gpm, after take off climb to five thousand feet, turn left heading 2-6-0 and contact flight control on one one decimal three.
gpm on runway L-five-right, wind's calm, cleared for take off. gpm goodnight.
terça-feira, maio 16, 2006
Fishing (ou mas que raio é isto?)
Aqui está.
O momento chegou, o momento em que me perguntei pela centésima-quinta vez "mas que raio é que estou para aqui a fazer??!"
Ao fim destes últimos divertidos meses, chego finalmente à conclusão de que tomei a opção com mais trabalho. De início as opções eram
1) estudar e tornar a vida uma coisa ainda mais surreal;
2) dedicar-me à pesca.
E é isto. No fim de exaustivas análises de índole estatística, cheguei à conclusão de que este é o caminho com mais trabalho. É mais fácil pescar com uma cana de pesca. Apesar de ainda não ter tentado pescar com livros, a minha avaliação indica que este não é um bom método, e vem apoiar o facto de não existir qualquer descrição na História de tentativas de pesca com o Harrison's. Nunca na Natureza um ser vivo tentou obter alimento assim, o que prova que é um método francamente estúpido. Admito que estava enganado, e, se me queria dedicar à pesca, o outro método era o melhor.
domingo, maio 14, 2006
"Senta-te aí"
... visto de um outro ângulo (ver aqui o primeiro ângulo). Eu é que cheguei mais longe do que podia. Em poucos posts, plagiei a ideia principal de outros posts, noutros blogues, para construir o meu. No melhor de tudo isto, não tenho de pagar direitos de autor. A vida é, de facto bela. Simultaneamente, enquanto escrevo estas palavras, teclo no messenger com um dos autores do blog plagiado, e digo-lhe que vou publicar qualquer coisa.
E não se ignore o facto de o título deste post não ter qualquer nexo a não ser o próprio plágio. Plagiar é bom, meus amigos. Até a loucura total eu começo a plagiar...
Adenda: Imagine-se que Portugal tinha plagiado o bom desenvolvimento de outros países. Hem?
quinta-feira, maio 11, 2006
Row, row, row your boat
Row, row, row your boat,
Gently down the stream.
Merrily, merrily, merrily, merrily,
Life is but a dream.
sábado, maio 06, 2006
Interrompemos a Programação Actual (#5)

... para informar da tão ansiada estreia da longa metragem MI:III: The train quest.
O filme, antecipado como um blockbuster de proporções nunca antes vistas, capaz de remeter o congénere Titanic da categoria "filme de nojenta qualidade e de estupidez notável altamente premiado" para "filme de nojenta qualidade e de estupidez notável altamente premiado mas nem tanto", estreou hoje e conta com a participações dos actores Pedro e Inês, anteriores galardoados com o prémio CP. Nesse ano de vitória, convém relembrar, a CP atribuiu este prémio máximo aos dois actores, para os retirar nos minutos imediatamente seguintes numa operação de "contenção da despesa". Os galardoados tiveram ainda de pagar do bolso deles uma pequena quantia para ajuda de custo.
Mencionada em publicações de referência como o blog Novocaine, onde se pode ler
"A verdadeira missão impossível, a das séries, continua hoje na busca impossível por locomotivas quase desconhecidas.", a longa metragem de 96horas (cerca de 4 dias) conta a história da missão quase impossível de descobrir uma locomotiva a vapor da CP em bom estado de conservação.
Os responsáveis da CP, quando entrevistados sobre a rodagem deste filme, limitaram-se a negar e a classificar tudo como uma história fictícia. "Encontrar uma locomotiva a vapor da CP em bom estado de conservação é como encontrar o Benfica sem dívidas; por outras palavras, não é minimamente credível e é totalmente fictício. Que bela imaginação, nesse guião!" Mais à frente na entrevista, o responsável pela imprensa da CP ainda acrescentou "essas locomotivas antigas servem para canteiros de flores, como todos sabemos. Vêem flores nesse filme? Claro que não!".
Já dos actores participantes, Pedro desvalorizou: "a CP mais uma vez usa o mesmo discurso para poupar em novos. Eu ando pouco de comboio, mas sei que este filme poderia basear-se numa história verídica."
domingo, abril 30, 2006
Memória 2 (mas não segunda)
Memórias de outros tempos, bem passados. Memórias de amigos, de aulas de esqui e despistagens, memórias de aceleradores de partículas, de caminhos na neve, memórias de uma cidade com a identidade de não ter identidade, memórias de passeios pelas montanhas, memórias de memórias.
Memórias de ter memória.
quinta-feira, abril 27, 2006
Memória
"Em Nova Iorque, diz White, encontram-se três tipos de pessoas: em primeiro lugar, as que lá nasceram e aceitam como natural e inevitável a dimensão, a turbulência, as luzes, o ruído e as pessoas - Nova Iorque é a única cidade em que se corre o risco de ser atropelado, propositadamente, por um peão, dizia Russel Baker, colunista do New York Times (...). Em segundo lugar, aqueles que todas as manhãs viajam dos subúrbios para trabalhar em Manhattan, uma praga de gafanhotos que a ilha engole de manhã para logo os regurgitar à noite. Eu pertencia ao terceiro grupo, aqueles que vêm de longe, à procura de alguma coisa, impelidos apenas pela certeza de que Nova Iorque é a cidade do destino final."
João Lobo Antunes, Memória de Nova Iorque e outros ensaios, 2002
Adenda: este post interrompe uma série de dois posts com comboios. Não pretendo roubar o protagonismo ao verdadeiro especialista, que, por falar nele, deve ter novos posts a publicar...
terça-feira, abril 25, 2006
25 de 74
Vinte e cinco de setenta e quatro. Vinte e cinco de dois mil e seis.
O futuro deste território onde vivem mais de mil histórias e muito para cima de mil almas viaja, viaja sem parar. É uma criança num comboio, embalada pelo movimento, de atenção volátil, de coração que se distrai pelo jogo de luzes e sombras que as janelas, presentes em redor, deixam transparecer, em reflexos no tecto, nos olhos, nos outros. A criança do doce olhar e de heróica origem, reza a história, viaja num comboio. O futuro viaja num comboio.
Sentada no chão, a criança não sabe em que linha se encontra e que rumo segue; não tem de saber, é uma criança. E não sabe qual é a estação terminal.
domingo, abril 23, 2006
quinta-feira, abril 20, 2006
Water
"What do ye do when ye see a whale, men?"
"Sing out for him!" was the impulsive rejoinder from a score of clubbed voices.
"Good" cried Ahab, with a wild approval in his tones; observing the hearty animation into which his unexpected question had so magnetically thrown them.
"And what do ye do next, men?"
"Lower away, and after him!"
"And what tune is it ye pull to, men?"
"A dead whale or a stove boat!"
Herman Melville, Moby Dick, 1851
Hoje, Vinte de Abril do ano de Dois Mil e Seis. Faltam dois meses.
É viver, ou morrer. Nunca, nunca me renderei.
Hoje, Vinte de Abril do ano de Dois Mil e Seis. Faltam dois meses.
É viver, ou morrer. Nunca, nunca me renderei.
quarta-feira, abril 19, 2006
Fire
Fire, a form of combustion, is a chemical reaction involving two or more chemicals where the molecules will readily react with each other to form additional chemicals. (...) Fire is not a state of matter: rather, it is an exothermic oxidation process by which heat and light energy are given out. (...) Fire is extinguished when one or more elements of heat, oxidizer, or fuel is removed; this concept is used in the fire triangle. The unburnable solid remains of a fire are termed ash. [www.wikipedia.org]
Fire is not a state of matter. Podia ser um estado de espírito.
Cinzas, cinzas foi o que me restou.
terça-feira, abril 18, 2006
Um blog que caiu do céu
..., trouxe fotões e fez-se luz. E também há uns miosótis pelo meio :)
Sobretudo, a não perder, a não perder [certo, Sotôra? Seja benvinda!]
segunda-feira, abril 17, 2006
A caminho
"Estrela matutina. No cais o velho Francisco balança a cabeça. Uma vez, quando fez o que nenhum mestre de saveiro faria, ele viu Yemanjá, a dona do mar. E não é ela quem vai agora de pé no Paquete Voador? Não é ela? É ela, sim. É Yemanjá quem vai ali. (...)
No cais, os marítimos viam Yemanjá, a dos cinco nomes. O velho Francisco gritava, era a segunda vez que ele a via.
Assim contam na beira do cais."
Jorge Amado, Mar Morto. 1936
Desconhecido, aqui vou eu.
quinta-feira, abril 13, 2006
The return from the other side
of the Atlantic. Welcome back, dear cousin ;)
Tinha de ficar aqui a mensagem de boas vindas. Não coloco uma foto tua, porque imagino efeitos colaterais violentos. Mais deixo ao critérios dos leitores deste blog;)
Os votos de um feliz regressar ao fuso horário de terras lusas. Não te preocupes quando começares a ver bolinhas cor de rosa. É o efeito normal do pós-trauma, e passa rapidamente.
[Para mais informações consulte o seu médico ou farmacêutico]
Avarias, enganos, e o IC523
Este é o primeiro post do Outatime colocado online em directo de um Intercidades Lisboa-Porto. Sr Home dos Quins, espero que se orgulhe desta minha tarefa.
Desde ontem à noite que presto serviço de assistência em viagem. Fui chamado ontem à noite (às 0:00 de hoje, aliás) para levar a carrinha da minha mãe a Fátima (!) de forma a substituir a do meu pai, que teve uma avaria [os meus pais sairam ontem para passar o fim de semana de Páscoa fora, como é hábito]. Passei lá a noite, e, hoje de manhã, guiei até Santarém para apanhar o comboio para Gaia, para os meus pais seguirem viagem. No entanto...
Enganei-me.
Apanhei o Pendular errado, que seguia para Sul, e que, por coincidência extraordinária, chegou a Santarém a uma hora que batia certo com o comboio que eu devia apanhar. E pronto. Saltando peripécias e factos à frente, aqui estou, a bordo do IC523, em primeira classe - pormenor que ajudou no Pendular a que me substituissem o bilhete sem custos adicionais - com uma boa parte do dia deitado fora, e com descanso a menos.
Desta vez, mas só por esta vez, não foi a CP que se enganou.....
Adenda: encontrei o especialista em comboios no messenger. Com um bocado de sorte, colocamos um post com a foto da máquina.
@PARTE2 (14:35)
Passamos à fase do trabalho de equipa. Após uma longa caminhada, em que percorri a totalidade da composição, foi identificada a máquina responsável pelo trabalho de me levar de regresso ao Norte. O número foi comunicado ao especialista, o Pedro Nuno, que identificou a máquina no seu gigantesco arquivo. Daí a enviar-me a foto, foi apenas mais um passo. Meus senhores e minhas senhoras,
a LE 2626. [0 392626-6].
Nota: por razões técnicas, os comments foram apagados... lamentamos o incómodo; façam o favor de voltar a dizer coisas.
terça-feira, abril 11, 2006
Dois miúdos, dois miúdos....
Dois sorrisos de dois miúdos, algo desfocados de tanto contentamento,
porque miúdos,
podemos ser sempre. Aceleramos a imaginação em túneis nas nossas cabeças, já apresentámos aulas sobre movimentos paradoxais de Marte no céu terrestre face a um público boquiaberto.
Espetámo-nos contra Garrett.
As nossas cabeças nunca estão assentes sobre a terra, mesmo debaixo dela.
Ainda há tanto, tanto para fazer...
Life's a bumpy road
so make sure you have plenty of spare tires.
A mensagem do dia foi patrocinada pelo Post 100 (R) do Home dos Quins.
Adenda: é sem dúvida, o momento mais filosófico do dia para mim. Por favor, mantenham a calma e a compreensão.
domingo, abril 09, 2006
O Caçador de Momentos
Desta vez, eu disparei primeiro ;)
Em foco, o Caçador de Momentos (para breve, a versão desfocada). Com uma exposição de Momentos caçados, a não perder, no Era Uma Vez no Porto.
Quanto à foto, não me recordo do nome do local.... Salvaterra de.....? (Tremoçal de Abrunhos?) (João, ajuda-me nisto)
Adenda: post activado directamente da Biblioteca de Gaia.... a minha segunda casa :(
Este é um blog, acima de tudo
Depois de expressões como
"Entrou-me um cisco para o olho",
ou então
"Entrou-me um mosquito para o olho",
criadas por sabe-se lá quem, sabe-se lá onde, personagens que a história recordará injustamente como anónimas, tive o previlégio único de assistir - ao vivo, a cores e em Dolby Surround (only in selected theatres, como a cozinha da minha casa) - à criação da expressão
"Entrou-me sopa para o olho". Entrou-me sopa para o olho. Hum.
A expressão cuja autoria ficou a cargo do meu irmão, na passada Sexta Feira, foi arrancada a ferros do início do jantar. Ora bem, ora bem.
Isto vem revolucionar completamente o meu conceito de sopa. Na minha mente, a sopa deixou de ser 'apenas' aquele alimento vegetal-líquido. É, agora, também uma ameaça oftalmológica, pronta a saltar para os olhos dos mais incautos, um alimento vivo. Be afraid, be very afraid...
quarta-feira, abril 05, 2006
Interrompemos a Programação Actual (#4)
... para informar que foram apreendidos trabalhos fotográficos relacionados com o Gangue dos Rebites. As obras encontravam-se até hoje em exposição aberta ao grande público, e denominava-se "De Tanto Bater", um título para já considerado como "chocante e repulsivo, capaz de desencadear um ataque de gosma", em palavras do director demissionário da PJ, enquanto limpava a gosma com um lenço de renda.saber mais
Há já vários meses que a Polícia Judiciária procura os elementos deste perigoso grupo, denominado pelas autoridades como o Gangue dos Rebites, a que são atribuídos o rapto violento de vários rebites e parafusos levado a cabo no final do ano passado. A este crime adiciona-se o roubo de locomotivas, tentativa de furto da Ponte D. Maria Pia no Porto, e ainda crimes de burla e utilização de personagens de banda desenhada para fins ilícitos. Até ao momento as várias forças policiais seguem sem rumo nesta perseguição.
O conteúdo da exposição, com trabalhos fotográficos a preto e branco - "para que não se identifiquem as vítimas", explicou o agente Meireles - incluía apenas fotografias daqueles que se pensam ser os parafusos e rebites raptados no final do ano passado na região do Douro.
As imagens, que podem ferir os mais susceptíveis, incluem um reportório de fotografias de parafusos e rebites amordaçados, encapuçados e subjugados sob armas automáticas, e sem vestígios de óleo. Perante as imagens, o responsável da CP resumiu a sua declaração a "Huh?".A Comunidade Internacional reprovou imediatamente este tipo de mediatismo ligado ao terrorismo. "Não podemos permitir que terroristas sem escrúpulos divulguem assim o seu trabalho", disse um dos responsáveis pela acção internacional, acrescentando, "de qualquer forma, as fotografias apresentadas são de excelente qualidade gráfica e composição. Já o nome João Lopes Cardoso parece um péssimo nome fictício. Ao que parece, o Gangue dos Rebites não tem imaginação para nomes, ou pensa que somos estúpidos; Daniel Rodrigues, por exemplo, seria muito mais credível".
terça-feira, abril 04, 2006
À espera
e em pausa para inspiração. Em breve, interromperemos a programação actual, o que não será difícil. O repórter de serviço está no terreno. Notícias exclusivas e bombásticas na próxima edição.
Stay tuned!! (or stunned (?!), hummmmm....)
Stay tuned!! (or stunned (?!), hummmmm....)
terça-feira, março 28, 2006
Acordai
[A Árvore da Vida] Florença, Abril de 2003Creio que estas são palavras de uma força tremenda. Cantadas, estas palavras valem mil vezes mais e chegam mil vezes mais longe. Este blog está a ficar lamechas. Ou não. E digo mais: ou não.
Para breve, novos episódios de ausência de sanidade.
Acordai,
acordai
homens que dormis
a embalar a dor,
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
acordai
homens que dormis
a embalar a dor,
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai,
acordai
raios e tufões
que dormis no ar,
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
acordai
raios e tufões
que dormis no ar,
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai,
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais,
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais,
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
Fernando Lopes Graça
José Gomes Ferreira
José Gomes Ferreira
sábado, março 25, 2006
O silêncio dos inocentes
Sabemos, portanto, que o silêncio é dos inocentes. É-nos apresentado o silêncio como um valor ou posse, é-nos apresentado -
"olá, como está?"
- como um bem inestimável e fonte de segurança quando o silêncio é, ele próprio, em dias de tristeza, seio de insegurança e paz.
Mas devias saber [tu] que não sei [eu] quanto de silêncio tenho em mim.
Devias saber [tu] que quanto mais silêncio dou [eu] mais silêncio cresce em mim. Porque o silêncio não é nada mas por vezes tudo envolve.
E há momentos em que devias [tu] saber ler em mim [eu] que o silêncio é felicidade. E, noutros, é o oposto da felicidade, o que quer que isso seja. Seria a tristeza, acima dizia, mas corrijo agora e chamo-lhe o oposto da felicidade, o oposto do que não quero que seja o meu tempo de vida aqui, e pergunto-me sempre onde estás tu e porque te perdi, porque sem ti só vejo silêncio, porque tento dissociar-te dele, porque tento, assim, ver o silêncio como uma página em branco, em fundo branco,
um vazio,
repleto, repleto,
- "bem, muito obrigado".
quinta-feira, março 23, 2006
Supercalifragilisticexpialidocious
The biggest word I ever heard
And this is how it goes:
Oh, supercalifragilisticexpialidocious!
Even though the sound of it
Is something quite atrocious,
If you say it loud enough
You'll always sound precocious
Supercalifragilisticexpialidocious!
Julie Andrews, Mary Poppins, Walt Disney, 1964
terça-feira, março 21, 2006
A triste realidade
Afinal confirma-se. E, infelizmente, é meu dever revelar este tipo de fraude, para que sirva de exemplo a outros. Unamo-nos todos:
NÃO À FRAUDE NOS BLOGS!!!
O processo utilizado não foram cabos, ao contrário do que todos pensavam (ver imagem original) - foi um método com um orçamento significativamente mais diminuto. Um método que tem muito de perturbador. Um método que ultrapassa todos os métodos utilizados anteriormente pelo pior dos salafrários...
E esta utilização abusiva de dois indivíduos de classe operária deve ser banida. Mesmo as árvores e a neve, sim, são falsas, evidentemente.
Daniel, nada disto era preciso... ainda vais a tempo de mudar. Existem centros de tratamento. Os teus amigos apoiam-te...
NÃO À FRAUDE NOS BLOGS!!!
O processo utilizado não foram cabos, ao contrário do que todos pensavam (ver imagem original) - foi um método com um orçamento significativamente mais diminuto. Um método que tem muito de perturbador. Um método que ultrapassa todos os métodos utilizados anteriormente pelo pior dos salafrários...
E esta utilização abusiva de dois indivíduos de classe operária deve ser banida. Mesmo as árvores e a neve, sim, são falsas, evidentemente.
Daniel, nada disto era preciso... ainda vais a tempo de mudar. Existem centros de tratamento. Os teus amigos apoiam-te...
segunda-feira, março 20, 2006
The lost places of the heart
sábado, março 18, 2006
Tempos de mudança
quinta-feira, março 16, 2006
Reflexos
"Pluff!". Ai, que me entrou uma pinga para o olho!
Sim, é assim que os habitantes do hemisfério sul vêem o mundo.Eu sei, porque já estive lá.
segunda-feira, março 13, 2006
Ora sobre caminhos e mau tempo
Alguém disse uma vez que, quando há obstáculos, o caminho mais curto entre dois pontos pode ser uma curva. Não me recordo do autor destas palavras, porém colocarei neste blog sem rumo a resposta, a curto prazo. Claro está que tudo isto deixa de fazer sentido quando temos um buldozer. Aí podemos criar nós próprios a linha recta sem demora e sem hesitações. Mas é uma expressão que tem muito mais do que simples matemática convertida à filosofia; ademais, nem todos podemos adquirir um buldozer.
Quando está mau tempo, tudo se complica. Ficam os olhos mais encharcados do que em tempos de luz e nuvens brancas em pano azul. Os obstáculos são mais difíceis de ver, e o desafio de caminhar as linhas curvas atinge proporções acima do quotidiano, com largas passadas a alternarem com passos pequenos e poças de água sem reflexos e sem fundo. É preciso caminhar com outra clarividência, quando esta se torna mais complicada de aterrar; as linhas rectas são benvindas, nestas alturas, sem postes pela frente.
A distância mais curta entre dois pontos é uma linha. Os buldozers compram-se,
as linhas,
desenham-se.
sexta-feira, março 10, 2006
Há (Vida) Luz ao Fundo do Túnel
Funicular dos Guindais, Fev 2006A expressão "Há Luz ao Fundo do Túnel" é mais uma das intermináveis expressões que se usam por tudo e por nada. Porque não 'Há Ranheta ao Fundo do Túnel' ou 'Há Porquinhos da Índia ao Fundo do Túnel'? Tinha muitas outras alternativas mais originais - ou estapafúrdias, depende do ponto de vista - em mente para poder, pelo menos, variar um bocado. Quando nos cansássemos de dizer "Há Luz ao Fundo do Túnel", podíamos sempre dizer um 'Há - uma treta qualquer - ao Fundo do Túnel'.
Quem criou esta expressão nunca passeou evidentemente até ao fim de um qualquer túnel. Porventura nunca sequer vislumbrou um túnel, quanto mais o fundo do dito cujo. Dizer "Há Luz" é fácil; mais difícil é ver para além da luz. Se soubéssemos o que nos espera no fim do túnel, não andávamos a especular como uma criança impaciente, à espera de abrir um presente para saber se o conteúdo corresponde ao que pediu.
Honra
terça-feira, março 07, 2006
Walk the Line
Uma vez mais, o Home dos Quins em actividade. Desta feita, on the edge.
Foi num dia, à tarde, que caminhámos por bairros de gentes muito modestas; cruzámos locais que o tempo vai esquecendo a um ritmo melancólico, lento, lento. Confiámos no metal e desconfiámos do orgânico. A memória das pessoas que outrora viajaram por esta linha tem já rugas e foi-se esvaziando como a solidez das madeiras e plataformas. Já não há restos de vapor por ali. Já não se ouvem os gritos de espanto e surpresa de tantos que, pela primeira vez, atravessaram o Douro em máquinas de sonho, embriagados pela paisagem de verde, azul e Douro. São hoje outros os panos de fundo, os da paisagem e os do espírito.
Este abraço, metálico, entre duas cidades de longa história, mantém-se firme; a ser perene, tal dependerá apenas da vontade dos homens.
E foi bom, foi muito bom ter estado lá.
domingo, março 05, 2006
Men in Red
Pocinho, 26 Dez 2005Ao contrário do que se possa imaginar, não só há 'A Mulher de Vermelho', mas existe também 'Os Dois Homens de Vermelho'. (eu cá prefiro a versão da mulher :P)
Poderia ser este um blog de daltónicos?
Adenda: apesar de no fundo da voto se vislumbrarem sacos de cimento da Cimpor, em (quase) nenhuma circusntância deverá o leitor remeter o raciocínio para a questão da co-incineração. Estes não são resíduos que se possam tratar dessa forma... (:
Poderia ser este um blog de daltónicos?
Adenda: apesar de no fundo da voto se vislumbrarem sacos de cimento da Cimpor, em (quase) nenhuma circusntância deverá o leitor remeter o raciocínio para a questão da co-incineração. Estes não são resíduos que se possam tratar dessa forma... (:
quinta-feira, março 02, 2006
Memórias de um futuro muito recente
É urgente preservar boas memórias de tudo.
Eu nunca me esqueço.
[--------------//----------------]
Que coisa é esta de que me falam?
Afinal, que coisa é esta de que me falam de futuro, de luta, de esforço e de futuro outra vez, de que me falam, que me falavam, que me falariam não fosse já esta voz que grita,
grita ao meu ouvido,
não por fora, por dentro?
Eu nunca me esqueço.
[--------------//----------------]
Que coisa é esta de que me falam?
Afinal, que coisa é esta de que me falam de futuro, de luta, de esforço e de futuro outra vez, de que me falam, que me falavam, que me falariam não fosse já esta voz que grita,
grita ao meu ouvido,
não por fora, por dentro?
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